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Capítulo VI

Personagens do Guardião

“Eu não quero vocês mortos. Quero que entendam.” — Henrique Ashworth, engenheiro-chefe

As pessoas da serra, e o que elas farão à medida que a névoa fica mais alta. Quem pode chegar às vias de fato tem a ficha completa de Call of Cthulhu 7e; os valores derivados são conferidos pelo build, como os dos investigadores.

A Companhia das Sombras

Ficção A ordem secreta dos antigos acionistas britânicos, e as famílias locais que a servem.

Uma ordem secreta fundada pelos engenheiros britânicos que capturaram a pedra de Bento Arruda em 1866, à qual depois se juntaram os acionistas da ferrovia e um punhado de famílias locais. Eles servem à entidade em troca de prosperidade e dos segredos de engenharia e de alquimia que ela sussurra. A ferrovia impossível foi seu primeiro milagre.

Depois da nacionalização em 1946 [2], os acionistas perderam a ferrovia, mas mantiveram o culto. Seus membros continuaram como engenheiros, mestres de obra e escriturários, e mantiveram o Vagão da Companhia rodando sob uma nova bandeira.

Infectados pela devoção + contribuir

Todo membro da Companhia respira a névoa de propósito, e todos estão em Contato profundo. Eles evitam se afogar nela com sal na língua e salmoura no chá. Seus sinais silenciosos com as mãos foram aprendidos com a criatura, não uns com os outros.

Todo inverno desde 1868, a Companhia esconde seu rito dentro de uma celebração particular da vila, que o público só descobriu em 2001: veja O Festival de Inverno.

Em 1974 + contribuir

A ordem está assustada e dividida. Sem os vagões-tanque, a névoa fica mais alta na cabeça deles a cada noite. Alguns querem arrastar a criatura até a nova linha de cremalheira; outros planejam um sacrifício grande o bastante para ganhar tempo. Todos querem ver os auditores da RFFSA longe dali. Eles são liderados pelo engenheiro-chefe. Os membros ativos estão em Os Cultistas.

O Engenheiro-Chefe

Ficção Grão-Mestre do culto, morador do Castelinho, guardião dos telégrafos.

Quem ocupa o cargo de engenheiro-chefe e mora no Castelinho é, por direito ritual, Grão-Mestre da Companhia das Sombras. Todos os nomeados desde o século 19 foram recrutados, de um jeito ou de outro. O cargo passa adiante quando um engenheiro-chefe enfim "se afoga".

O atual engenheiro-chefe, Henrique Ashworth, nasceu em São Paulo numa família que veio com a São Paulo Railway, e ocupa o cargo desde 1958. Ele usa os telégrafos e os livros de registro da ferrovia para organizar sacrifícios e esconder o enorme consumo de água do mar e de ferro. É cortês, cansado e tem muito medo. Está em Contato 8, chupa pastilhas de sal o tempo todo e ouve a criatura a cada minuto acordado. Sabe melhor do que ninguém o que acontece quando a água acaba.

Como interpretá-lo + contribuir

No começo, ele não quer os investigadores mortos. Quer que eles entendam, e depois ajudem. Ofereça a eles um acordo antes de oferecer uma faca. Se um investigador estiver Tocado pela Maré, ele vai falar com ele nos sinais silenciosos do culto, e o investigador vai entender. O jantar e o acordo dele estão em O Jantar no Castelinho.

Henrique Ashworth

Engenheiro-chefe e Grão-Mestre da Companhia, 58 anos

FOR45
CON50
TAM65
DES45
APA60
INT80
POD75
EDU85

PV 11PM 15Mov 5BD 0Corpo 0Sanidade 30Contato 8

Ataques Um ataque por rodada.

  • Lutar (Briga) 30% (15/6), 1D3 + BD
  • Armas de Fogo (Pistolas) — revólver .32 40% (20/8), 1D8
  • Esquivar 22% (11/4)

Perícias Crédito 60%, Ciência (Engenharia) 70%, Persuasão 65%, Psicologia 55%, Encontrar 50%, Ocultismo 40%, Mitos de Cthulhu 18%.

Armadura Nenhuma.

Magias Chamar o Nevoeiro (4 PM, 1D4 SAN para quem conjura): a névoa se adensa em volta de uma pessoa à vista; ela faz na hora um teste de Contato com um dado de penalidade.

Notas Chupa pastilhas de sal o dia inteiro. Fala os sinais de mão silenciosos da Companhia. Com Contato 8, a criatura pede algo a ele uma vez por cena; ele resiste com um teste resistido de POD, e perde mais a cada noite.

Os Cultistas

Ficção Capatazes, escriturários e guarda-freios de dia; carregadores de salmoura nos túneis à noite.

Os membros ativos da Companhia das Sombras são gente da ferrovia: o capataz do pátio, Moacir, o escriturário da seção, alguns guarda-freios e suas esposas. Não são monstros. Respiram a névoa de propósito há anos, ouvem a criatura toda noite e têm pavor do que acontece se ela acordar.

Como agem + contribuir

  • De dia, vigiam, mandam relatórios ao Castelinho pelo telégrafo e fazem questão de que os investigadores percebam que estão sendo vigiados.
  • De noite, carregam salmoura e limalha até o Quarto Patamar à mão, e não deixam ninguém impedir.
  • Numa luta, não dizem nada. Fazem sinais com as mãos, uma língua que a criatura ensinou a eles.

Cultista da Companhia

Capataz, escriturário ou guarda-freios de dia; perfil típico

FOR55
CON60
TAM60
DES55
APA50
INT55
POD50
EDU50

PV 12PM 10Mov 7BD 0Corpo 0Sanidade 25Contato 5–7

Ataques Um ataque por rodada.

  • Lutar (Briga) 45% (22/9), 1D3 + BD
  • Lutar (Briga) — pé de cabra ou cravo de trilho 45% (22/9), 1D8 + BD
  • Esquivar 27% (13/5)

Perícias Escalar 50%, Escutar 55%, Furtividade 50%, Consertos Mecânicos 45%, Intimidação 40%.

Armadura Nenhuma.

Notas Levam sal nos bolsos e um cantil de salmoura. Na névoa, lutam em silêncio, combinando-se por sinais de mão; dois ou mais juntos ganham um dado de bônus para cercar ou agarrar.

Tonico Castro

Ficção O irmão de Lenita, dezenove anos, uma Voz da Salmoura nos túneis.

Antônio Castro limpava os vagões-tanque da companhia em Santos até a criatura começar a chamá-lo pelo nome. O culto o trouxe para a serra para "ajudar no festival": na verdade, Ashworth esperava que uma voz nova a acalmasse. Aconteceu o contrário. Tonico desceu pelo bueiro em 16 de junho (Handout 3: Registro do telégrafo, Castelinho) e não voltou.

Ele está com Contato 9. Quando a névoa está densa, a criatura fala por ele, e sabe tudo o que ele sabe sobre a irmã.

Interpretando Tonico + contribuir

Ele não é vilão, e também não é bem uma vítima. Carrega salmoura com os cultistas, cantarola a canção da criatura e fala do mar como casa. Quando Lenita chegar até ele, dê a ele um momento de si mesmo: um apelido de infância, uma piada, o nome dela dito do jeito certo. Depois deixe a névoa tomar a voz de volta.

Antônio “Tonico” Castro

Irmão mais novo de Lenita, limpador de vagões-tanque, 19 anos

FOR60
CON45
TAM55
DES65
APA55
INT50
POD70
EDU45

PV 10PM 14Mov 9BD 0Corpo 0Sanidade 12Contato 9

Ataques Um ataque por rodada.

  • Lutar (Briga) 50% (25/10), 1D3 + BD
  • O abraço afogado (agarrar) 50% (25/10), água do mar brota da boca dele para a da vítima: teste de CON ou 1D3 de dano por rodada
  • Esquivar 32% (16/6)

Perícias Escalar 60%, Escutar 70%, Furtividade 55%, Natação 50%.

Armadura Nenhuma.

Notas Uma Voz da Salmoura: quando a névoa está densa, a criatura fala por ele, com a voz dele, e sabe tudo o que ele sabe sobre a irmã. Ele não pode ficar abaixo de Contato 9 enquanto a Semente estiver na serra. Se ela chegar ao mar (Final A), o Contato dele cai para 4 e ele pode voltar para casa.

Seu Ditinho

História + Ficção Um maquinista de locobreque aposentado que se lembra do vagão que nunca estava no horário.

Benedito Ramos dirigiu As Locobreques na Serra Nova por cinquenta anos e passou os últimos dez na fogueira maior de todo festival, conversando. Todo mundo o chama de Seu Ditinho. Ele não está no culto, e sempre desconfiou dele; mantém o Contato baixo com sal nos bolsos e uma teimosia que a vila inteira respeita.

O que ele sabe + contribuir

  • As máquinas "puxavam mais pesado na subida do que a balança dizia. Sempre um vagão a mais."
  • O vagão a mais parava no Quarto Patamar toda noite e voltava leve.
  • O pai de Eduardo Fonseca era um homem bom, e "o que fizeram com ele foi pecado".

O que ele pode fazer + contribuir

Ele sabe acender a caldeira de uma locobreque e conduzi-la, se os investigadores acharem uma que ainda funcione, o que faz diferença para levar a Semente serra abaixo no Final A — De Volta ao Mar. Ele não entra nos túneis.

Benedito “Seu Ditinho” Ramos

Maquinista de locobreque aposentado, 78 anos

FOR35
CON45
TAM50
DES40
APA45
INT70
POD65
EDU40

PV 9PM 13Mov 3BD 0Corpo 0Sanidade 55Contato 2

Ataques Um ataque por rodada.

  • Lutar (Briga) 25% (12/5), 1D3 + BD
  • Esquivar 20% (10/4)

Perícias Operar Maquinário Pesado (Locobreque) 80%, Consertos Mecânicos 70%, Escutar 60%, História (Ferrovia) 50%.

Armadura Nenhuma.

Notas Mantém o Contato baixo com sal e teimosia. Sabe acender a caldeira de uma locobreque, o que faz diferença no Final A — De Volta ao Mar.